MEU JEITO!

para todos que se expressam,e possuem opinião formada sobre tudo. PARA TODOS QUE LÊEM PEÇO DESCULPAS PELOS DIAS E DIAS SEM NADA PARA LER...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pobre miserável...


Como fazer para que as pessoas fiquem atentas ao que lhes rodeiam? Estava eu pensando e conclui, somos hipócritas. Questionaram-me o porquê, e eu educadamente respondi, mas antes vou descrever a situação: era uma manha de sol porém fria, estava com minha colega após uma aula, e um cachorrinho desses de rua, que em Pelotas tem aos montes, passou por nós com uma cara de pidão, minha colega quase que automaticamente soltou uma interjeição de caridade: “ó ó coitadinho!” mas me espantou que toda a preocupação que ela aparentou ter com o pobre animal acabou ali naquele exato momento.
Fiquei pensativo uns minutos, e ela me perguntou: “você está bem?” esperei mais um pouco e disse, somos hipócritas, ela me perguntou a razão da minha indignação, e eu respondi. Você agora a pouco demonstrou compaixão com o sofrimento do pobre cão de rua, mas parou, você não se preocupou em dar alimento para ele e nem se quer pensou em providenciar um abrigo para o animal.
Somos assim com os humanos também, quantas vezes passamos por moradores de rua e nos chocamos momentaneamente com aquela realidade aparentemente tão distante da nossa, mas nosso choque por maior que seja não passa de uma expressão: “Coitado!”
E seguimos nossas vidas, meia hora depois nem nos lembramos do rosto do pobre infeliz que estava lá jogado a própria sorte na calçada exposto a um frio de 5 graus. Ignoramos o sofrimento alheio pois fomos educados assim, nossas mães nos ensinaram a atravessar a rua quando víssemos um maltrapilho. E o que torna tudo ainda pior, é que vamos continuar a ensinar aos nossos filhos a atravessar a rua.
Quando nós pessoas evoluídas vamos aprender a tratar todos igualmente? Pois sabemos que por muitas vezes os moradores de rua não tiveram escolha, vêem de um local sem condições de convivência, famílias desestruturadas, filhos de uma sociedade que exclui, pois uma vez a pessoa estando mal vestida perambulando pelas ruas ela passa a não existir, as ignoramos completamente. O mais difícil de se morar nas ruas, é deixá-la , pois pelo simples fato de morar na rua exclui um ser de existir aos olhos de muitos, quem dirá conseguir uma oportunidade de emprego para conseguir mudar sua situação, ainda mais num país onde as taxas de desemprego sobem cada vez mais.
Se, falta emprego para pessoas formadas em universidades, o que vai sobrar para os excluídos que conseguem sobreviver (sub-viver = viver em condições abaixo das necessárias) nas ruas conseguindo um almoço hoje e nada nos próximos dois dias? Se nossas ações para tentar melhorar a vida de todos fossem tão fervorosas quanto nossas expressões de dó, o mundo estaria livre da pobreza e da miséria há muito tempo atrás.
SÓ PARA PENSAR...

segunda-feira, 20 de abril de 2009


As vezes, a imensidão do tudo e do nada ao mesmo tempo, nos assusta e nos fascina, nos faz grande e pequeno, fraco e e forte. são contradições da complexidade que é o viver. como seria bom se ao nascermos viéssemos com manual de instruções, e certificado de garantia. mas como isso não é possível, continuamos a levar nossas vidas, errando mais do que acertando, mas tendo certeza de que tudo o que fizemos nos levara ao nosso objetivo. viver não é fácil ninguém nunca nos disse que seria. Mas viver também não é tão difícil, desde que você saiba viver!

Hora de pensar!

Por que no Uruguai é permitida uma bela campanha como esta, que ajuda a combater o preconceito, enquanto no Brasil professores são expulsos, acusados de "apologia ao homossexualismo", por apenas traduzir esta musica? video

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Um Pouco de Mim.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Infelicidade?

Vivemos reclamando de nossas vidas. Esquecemos de quão bela ela é. Reclamamos de infelicidade, quando na verdade nós mesmos a criamos. Vivemos inventando motivos para nos declararmos infelizes. Hoje choveu, que dia quente, não agüento estudar, como queria poder estudar, ninguém me ama, eu não o amo...
Esquecemos de avaliar o que possuímos, sempre ficamos comparando com algo, creio que isso seja um carma humano, sim estamos sempre insatisfeitos nunca estamos plenamente realizados. Tenho um carro, mas ele não é importado, tenho alguém que me ama, mas ele não é tudo que eu esperava, faço faculdade, mas não gosto de estudar. São exemplos de insatisfações de grande queixa, mas o que não analisamos é o fato que existem pessoas que não possuem carro, que nunca tiveram alguém que os amasse, que nunca tiveram a oportunidade de estudar como queriam.
Antes de pensarmos em abrir a boca para reclamar da nossa situação, devemos analisar se nossa realidade realmente merece uma reclamação. Pois nossas palavras podem nos influenciar, e influenciam o meio que nos cercam, elas podem ser comparadas a sementes que são plantadas, e um dia colheremos seus frutos.
Esquecemos de olhar o meio que nos cercam com olhos de gratidão. Sou muito feliz por ter nascido aqui. Sou grato pelo que a vida me concedeu. Se uma situação não me agrada, eu a mudo não fico me queixando, pois como diz minha mãe: “o tempo que você esta aí reclamando, já poderia ter feito o que precisava ser feito”. É um conselho ótimo, e cheio de razão, uma razão de quem viveu o suficiente para aprender com a vida.
Gosto de ouvir pessoas idosas, e mais velhas, elas nos passam sua sabedoria, pois já viveram situações semelhantes as nossas e querem nos poupar das vivencias desagradáveis, eles erram nesse aspecto de querer nos proteger, às vezes ate de mais, mas na maioria das vezes dão bons conselhos.
Fechando o parêntese sobre conselhos volto a minha linha de pensamento. Devemos valorizar o que temos, se não estamos contentes com nossa situação devemos lutar para transformá-la em algo que desejamos, de nada nos adianta ficarmos parados e reclamando de tudo e de todos.
ECB..

Comunicar-se

Os dias me passam devagar, e eu fico contente não tenho pressa em chegar seja onde for esse lugar ou destino. Sinto-me interessado em observar os outros, e, sigo essa minha intuição. Começo a observar, primeiramente meus familiares, após amigos e por fim observo tudo e todos. Tiro a conclusão que em um mundo tomado por grandes meios de comunicação como televisão, radio, Internet, o que falta em nós seres humanos é exatamente esta capacidade de se comunicar, de se expressar com digna sinceridade e franqueza, e falta-nos quem se deixe parar e ouça nossas queixas, nossos flagelos, sejam físicos ou sentimentais. Então paro e penso: porque é tão difícil escutar os outros? Ou porque é tão difícil ter uma capacidade de falar o que sentimos? Será que nosso mundo tão automático nos fez ficar assim também? Automaticamente nos condicionamos a nos reprimir, deixamos que nos passem idéias de certeza universal e nos deixamos levar, sem ao menos indagarmo-nos se esta verdade incumbida a nos é realmente uma verdade aplicável. Somos levados pela onda da igualdade queremos ser iguais a alguém que vimos. Mas nos esquecemos que tomar exemplos não é seguir ao pé da letra este exemplo, temos que nos inspirar nele e tirar suas características que nos parecem boas, fazer uma reciclagem e tentar reutilizar em nossas vidas.
Ainda não descobri qual a causa de tanta dificuldade nas relações humanas. Deve ser porque estamos cada vez mais ocupados com nossa materialização, em acumular dinheiro, que deixamos passar despercebidos nossos sentimentos e os sentimentos de quem estão a nossa volta. Por esse motivo não firmamos reais relacionamentos de cumplicidade, não deixamos transparecer para ninguém nossos sentimentos e não nos importamos em ouvir nossos amigos que estão, a maneira deles, pedindo socorro.
Faça um teste doe seu tempo ouça um amigo. Fortaleça um laço de cumplicidade. Mas ouça não com a razão, ouça com a emoção. Ponha-se no lugar da pessoa que se queixa com você. E nunca tente impor a ela o seu jeito de pensar. Às vezes na conversa você nem precisara dar um conselho, pois seu amigo mesmo ira dar as respostas que ele precisa. Estamos carentes de atenção e de comunicação. Não estamos carentes de uma comunicação mecânica e sem sentimentos, estamos carentes de comunicação humana, de olho no olho, de poder chorar e receber um abraço reconfortante, muitas vezes não precisamos de palavras apenas de gestos.
Nós seres humanos estamos aprendendo, a dura pena, que o essencial da vida não é o quanto possuímos, mas sim o que possuímos. Se possuímos amizades, amores, se temos com quem conversar, seja para desabafo, ou, para ligarmos no meio da noite quando nos sentimos sós, ou simplesmente estamos precisando de um oi.
ECB..